Meses atrás, correu a notícia de que haviam sido encontrados antigos trilhos de bonde, ainda em seu local original. No cruzamento das ruas Veneza e Antonio Bento, no Jardim Paulista, havia uma grande área coberta por asfalto, mas que lembrava o formato de uma rotatória. Como neste ponto uma rua é perpendicular à outra, a delimitação das esquinas era feita por tachões. O espaço asfaltado e isolado ao tráfego de veículos servia de estande de vendas de “pufes” cor-de-rosa, móveis de vime, morangos de Atibaia, enfim, essas tranqueiras que são vendidas em algumas ruas da cidade.
Com o intuito de aumentar a área permeável do local, o asfalto foi retirado para dar lugar a um gramado. Só que neste cruzamento, décadas atrás, o bonde da linha 40 fazia seu retorno. Por isso o formato circular do cruzamento.
A idéia inicial da prefeitura, de aumentar a área gramada e retirar o asfalto do local, por si só era louvável. O espaço público é dominado pela dupla asfalto-concreto, e a circulação de pedestres é cada vez mais restrita a calçadas estreitas e esburacadas. Um cruzamento com uma boa área verde é um alento para quem passa por lá. Mas ninguém sabia que ali, debaixo de uma grossa camada de pavimento, se escondiam os trilhos que foram desativados em nome de um “progresso” muito caro à cidade.
Os bondes de São Paulo cobriam toda a cidade, sendo responsáveis pelo transporte coletivo num tempo em que metrô era sonho de poucos visionários. Com a popularização dos automóveis, o uso dos bondes passou a ser criticado. Afinal de contas, o transporte público movido a eletricidade incomodava as “forças ocultas” interessadas em vender mais carros, mais combustível e em construir mais estradas. Os bondes eram acusados de atrapalhar o trânsito (!), pois sua circulação atrasava os automóveis. E, de acordo com uma mentalidade pobre, mas que ainda impera no Brasil, carro é sinônimo de progresso…
Agora, depois de incertezas sobre qual seria seu destino, os trilhos estão lá, como se para provar que o tempo passa, os carros passam, mas ainda há tempo para corrigir alguns erros…
ANTES:


DEPOIS:


Trajeto da linha 40:
IDA: Rua asdrúbal do Nascimento, Rua Assembléia, Rua Jaceguai, Av. Brigadeiro Luiz Antonio, Av. Paulista, Rua Pamplona, Rua Maestro Chiaffareli, Rua Honduras, e Rua Veneza.
VOLTA: Rua Veneza, Rua Honduras, Rua Maestro Chiaffareli, Rua Pamplona, Av. Paulista, Av. Brigadeiro Luiz Antonio, e Rua asdrúbal do Nascimento.
Mais linhas de bonde em São Paulo: http://www.wernervana.com/trajeto.html
Agora só falta o bonde voltar a circular!
Mais fotos, clique aqui!
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A ANTP e a Unicsul têm promovido uma série de encontros com especialistas, para discutir Mobilidade Urbana. Nesta segunda palestra, o tema é “Cidade para Todos”.

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“Tá assustado?”
Essa foi a pergunta de um educador financeiro a um “feliz” proprietário de um carro zero quilômetro, no Jornal Nacional de 02/07/2009. A pergunta foi feita quando o sujeito foi confrontado com o total das despesas com a realização do seu sonho de consumo. Mesmo com o IPI reduzido pelo governo federal, comprar um automóvel implica em aceitar uma conta bem alta: IPVA, licenciamento, seguro obrigatório, seguro, manutenção, combustível, estacionamento, depreciação (sim, ela existe!)…
Ninguém fala sobre isso, ninguém sabe disso. E tem gente que não quer que saibamos.
Atenção na segunda metade do vídeo:
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1072981-7823-VENDAS+DE+CARROS+BATEM+RECORDE+NO+SEMESTRE,00.html
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Dias atrás, num ônibus que ia de Pinheiros para a Zona Norte, fiquei prestando atenção no diálogo entre uma passageira e o motorista de ônibus. A conversa foi assim:
- O trânsito hoje tá de lascar, né? Disse a passageira.
- Acho que é a ressaca do quebra-quebra lá na Penha, respondeu o motorista, que devia ser seu conhecido.
- Tem muito carro na rua, isso sim. Agora, todo mundo quer comprar carro…
- Pois é. O sujeito ganha um dinheirinho, já logo pensa em comprar um carro. Quando eu cheguei aqui em São Paulo, a primeira coisa que eu pensei foi em comprar uma casa, ter um lugar para morar. Tem um povo que troca de carro todo ano, só pensa nisso, mas mora de aluguel nuns lugares feios pra burro.
Naquele momento eu vi duas pessoas, aparentemente bastante humildes, dando uma senhora demonstração de conhecimento, de maneira totalmente espontânea. Esse mesmo conhecimento falta a muitos cidadãos paulistanos, que não conseguem enxergar a obviedade da falência do modelo de desenvolvimento baseado no automóvel.
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Antes tarde do que nunca, aqui estão as fotos que tirei na World Naked Bike Ride - a Pedalada Pelada, para os íntimos. O relato virá em outro post. E ele não vai demorar um mês para sair!

Chegando na Praça do Ciclista, a Segurança Pública se mostrando ostensivamente presente...

Na paulista...


Para os motoristas, nada de novo. Trânsito lento, como sempre. Só que uns poluem, outros não. Uns se divertem, outros não!

O encontro com os Bandeirantes (sem repressão)
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Por mais respeito aos ciclistas,
por ruas mais humanas,
por menos carros,
por mais bicicletas,
por menos poluição,
por mais transporte coletivo de qualidade,
por uma cidade menos cinza e, principalmente,
por achar que é possível mudar,
EU VOU.

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Tirei esta foto em um final de tarde de dezembro do ano passado. Mas o dia, a hora e o local poderiam ser outros. Até a cidade poderia ser outra.
Eu estava dentro do ônibus prestes a cruzar a Paulista em direção aos Jardins. Era a terceira vez que o sinal abria para quem estava na Brigadeiro, mas o ônibus não saía do lugar. É que os motoristas que trafegavam na Paulista estavam se revezando na árdua tarefa de fechar o cruzamento…
E ainda tem gente que reclama da “indústria de multas”. Se existir tal indústria, tenho certeza que a matéria-prima que ela utiliza é produto da falta de educação paulistana.
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Quarta-feira, 10/Dezembro/2008 · 1 Comentário
Descobri esta notícia só hoje, no fórum SkyScraperCity:
“Estudo aponta transporte alternativo para o Centro de São Paulo” – Redação Terra
“O engenheiro Leonardo Hitoshi Hotta, mestre em engenharia de transportes pela Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (EESC-USP), defende o uso do Transporte Público Individualizado (TPI), ou Personal Rapid Transit (PRT), como saída para a falta de estacionamentos. Esse tipo de transporte, segundo o professor, seria ideal para pequenas ou médias cidades ou como complemento alimentador de um sistema de grande capacidade, como é o caso da capital paulista. Em São Paulo, ele acredita que esse tipo de transporte, que é automático e sem condutor, seria ideal para o centro da cidade.
“É uma alternativa para o centro de São Paulo, porque dispensa estacionamento numa área extremamente cara e facilita a locomoção. Não vai substituir o Metrô. Ele seria um sistema concorrente aos carros, ao transporte individual, pois é um transporte com capacidade para até quatro passageiros, a mesma de um carro”, afirmou. …”
Na minha modesta opinião, isto é uma piada. Nada contra quem exercita sua criatividade pensando em soluções de transporte, mas o simples fato de considerar que um vagão de 4 passageiros pode ser a solução para o transporte no Centro de São Paulo, é inventividade demais e pé no chão de menos.
Eu, que defendo a volta do transporte em veículo leve sobre trilhos (o bom e velho BONDE modernizado), nem considero este micro-bonde uma opção viável.
Mas esta é a MINHA opinião…



A teoria parece boa, mas na prática...
Fotos: Terra
As imagens acima são do protótipo produzido para o aeroporto de Heathrow, na Inglaterra. a capacidade de cada veículo é de 4 pessoas.
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…parece que os problemas continuam os mesmos da época que a região se chamava (ou se chama?) Cracolândia. Enquanto se discute soluções urbanísticas na Estação da Luz, a vida daquele pedaço segue seu rumo…

Veja no Estadão.
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